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Já percebi que o domingo é um dia diferente. A minha mãe me tira da cama como quem está com pressa. Não podemos nos atrasar, é dia de ir à igreja. À caminho do templo as recomendações são as mesmas: “não fique andando durante o culto, não pode ir ao banheiro, não precisa beber água toda hora, e nada de correr. No templo não pode conversar, não pode comer, não pode sorrir, não pode chorar, não pode dormir, não pode... não pode... Até que estive pensando: será que estou atrapalhando alguma coisa?
Vocês vão me desculpar, mas eu não consigo ficar 90 minutos sentadinho, quietinho, como se estivesse doente. É muito chato... Eu acho que o Pastor é até legal, mas não gosto é quando ele está no púlpito, pois ele diz uma porção de coisas que eu não consigo entender direito.
A minha infantilidade não me deixa entender algumas coisas: meu pai me disse para não conversar durante o culto, os adultos conversam e trocam bilhetinhos ( Ah, se eu soubesse ler ); a minha mãe vive dizendo para não ficar andando no templo. Porque ela não fala a mesma coisa para os adultos? Pois eles são os que mais se deslocam. Na creche eu posso ficar à vontade, na igreja, não. Sou criança mesmo, não entendo essas coisas.
Baseados nestas experiências, nós crianças da Igreja Batista de Kearny, queremos que os senhores entendam e providenciem:
1. Precisamos de professores que se dediquem para nos ensinar sobre jesus. Máxima dedicação, hei.... Estamos falando sério.
2. Queremos salas adequadas, com material didático próprio para nossa idade e bem arejadas. E lembrem-se também dos nossos companheiros de berçario. Eles não sabem falar, mas nós falamos por eles. Isso é muito importante para nós.
3. Queremos participar de alguns cultos no templo e ficaremos ao lado dos nossos pais. Porém, levem em consideração que também estamos prestando um culto a Deus e por isto queremos entender o que se passa, e sempre que possível nos deixem participar cantando, orando, lendo. Estamos falando sério.
Pr. Valdemar Figueiredo Filho. ( Adaptado )
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