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Fui ao cinema com um grupo de irmãos ver “Carandiru”, filme de Hector Babenco, que retrata os meandros da Casa de Detenção de São Paulo, hoje desativada. O filme se guia pelo olhar do médico Drauzio Varella que trabalhou ali. Ele ouvia os presos, suas histórias de paixão, amor, ódio, crime e amizade. Quase no final do filme, um dos bandidos, um homem de sangue-frio, forte, acostumado a matar aqui fora e dentro da prisão pergunta: "Há remédio para o sentimento de culpa doutor? "
Lembrei-me, imediatamente, de um novo crente que me perguntava: “Pastor, o que eu faço com aquilo que eu sei?” Incomodavam-lhe todos os erros cometidos no passado. Há remédio sim para o sentimento de culpa. E olha que não se trata de nenhum dos novos antibióticos que a medicina tem desenvolvido. Pena que o Dr. Drauzio não o conheça, pois poderia recomendá-lo, já que é um remédio antigo e de eficácia comprovada. Davi já provara-o, mil e cem anos antes de Cristo. Também o tomaram Zaqueu, Pedro e Paulo. Até mesmo um homem moribundo, o ladrão da cruz, experimentou-o e ficou curado. A dor da culpa é intensa. O rei Davi diz que doía-lhe a alma, o corpo e até a parte mais rija dele; os ossos. A pessoa fica cheia de mal estar, mau humor e completamente desesperada.
O remédio para a culpa chama-se “pecado-coberto”. É para ser tomado acompanhado de arrependimento. Deus cobre o pecador com seu manto de misericórdia pela graça de Jesus Cristo. A ação dele é imediata. O poder purificador do sangue de Jesus Cristo age no individuo, libertando-o de um passado de incrédulo. O paciente volta a sentir-se bem, em paz com Deus, em paz consigo mesmo e com os outros. Volta também a alegria de viver. Se lá dentro do seu coração sente remorso por algum erro, e está sendo esmagado pela dor da culpa, não perca mais tempo. O remédio da graça de Deus não tem contra-indicação.
Escreveu: Pr. Renato Cordeiro de Souza.
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