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Atire a Última Pedra - (28/11/04)
A maldade que está dentro de cada um de nós leva-nos ao desejo de sermos juízes e não ajudadores dos nossos irmãos; espectadores e não participantes dos sofrimentos alheios; acusadores e não defensores dos oprimidos. Em vez de sermos dominados pelo sentimento de louvor e ações de graças, nosso coração costuma se encher de irada inveja quando o nosso próximo alcança uma vitória.

Em geral não nos importamos muito com os defeitos dos outros, desde que não sejam os nossos próprios defeitos. Rimos da cara do palhaço, porque vemos nele a nossa própria face. A psicologia estuda este fenômeno, denominando-o “projeções”. Cada um de nós projeta nos outros a sua própria imagem e condena nos outros o seu próprio erro, assim como exalta as suas próprias virtudes.

Os zelosos judeus arrastaram uma infeliz adúltera ao tribunal de Jesus, não queriam apedrejar a mulher. Eles queriam apedrejar o próprio Cristo. No fundo condenavam a si mesmos. Ao apedrejarem a mulher, estariam tentando justificar-se a si mesmos, diante de suas atribuladas consciências. Desse modo, as palavras de Jesus “Quem dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar a pedra contra esta mulher”, são palavras de compaixão não sómente pela mulher, mas também pelos seus acusadores. Jesus abaixou-se e, com o dedo, começou a escrever na areia. Em sua misericórdia, o Senhor estava dando tempo para que os judeus refletirem e não se condenassem a si mesmos.

“Quem estiver sem pecado...” Ali naquela roda, o único sem pecado era o próprio Jesus, mas Ele não condenou a mulher. Cada crente deveria ser o último a atirar pedras contra os seus irmãos. Devemos ser ajudadores, não acusadores de nossos irmãos; consoladores e não juízes; intercessores e não delatores. Tiago nos diz: “Orai uns pelos outros, para que sareis”. Não é isso que devemos fazer? O que glorifica a Jesus, nosso Senhor e Salvador, não é a nossa perfeição, mas o nosso amor.

Pr. J. Falcão Sobrinho.

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