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Ha acusação de que as igrejas vivem pedindo dinheiro. Porem, em geral, vem de avarentos. Lembro-me de que foi, após uns três anos de pastorado que pregamos nosso primeiro sermão sobre a prática do dízimo. Pois bem, um membro da igreja, terminado o culto, estava irritado do lado de fora. Indagado sobre a razão de sua ira declarou: “O pastor só prega sobre dinheiro.”
Era um avarento, sem dúvida, um exemplo desta classe de pessoas que querem aproveitar ao máximo aquilo que as igrejas tem para oferecer, mas não contribuem com coisa nenhuma.
Seria interessante, entretanto, ver o que essas pessoas gastam com coisas mundanas. Se pertencerem a algum clube, por exemplo, contribuem com fidelidade, mesmo porque os clubes não tem a paciência das igrejas e excluem os sócios que não pagam.
Isso de entregar o dízimo e de fazer uma e outra oferta especial é um privilégio para os membros da igreja. . Estão sendo assim cooperadores do Reino de Deus.
Deus não precisa de nossa cooperação, mas dá-nos esta honra que muitos crentes infelizmente estão perdendo impassíveis aos esforços dos outros para construir um templo, adquirir móveis e instrumentos musicais, pagar funcionarios, sustentar o pastor, estar em dia com impostos e taxas e não fazem nada; isso é, não contribuem com um só centavo, para o pagamento das despesas que são de todos.
E são esses que às vezes, dizem que a igreja só vive a pedir dinheiro. Essa acusação não tem fundamento.
Pr. José dos Reis Pereira
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